Nothing but words IV...

suporto o fardo de só te olhar de longe
fardo este que me acompanha
por noites de insuportável insônia
complexo ardor que me traz nostalgia
intensa agonia
agora parte da melancolia

Anna Karina

Comentários

Anônimo disse…
Lembrou-me disto:

Saudades

Saudades! Sim... Talvez... e porque não?...
Se o nosso sonho foi tão alto e forte
Que bem pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!

Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão!
Que tudo isso, Amor, nos não importe.
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como o pão!

Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar,
Mais doidamente me lembrar de ti!

E quem dera que fosse sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar
Mais a saudade andasse presa a mim!

Florbela Espanca: Sonetos Completos, p. 67.

Abraços,
Diego Aurino.
http://twitter.com/diegoaurino

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